Visibilidade Lésbica

Você pode pensar “mas porque visibilidade lésbica? Todos sabem que existem”. Sim, as pessoas sabem, mas desconsideram. Isso porque a lesbofobia é alta, considerando que mulheres já sofrem agressões apenas pelo fato de serem mulheres, imagine então ser uma mulher lésbica ou estar fora do padrão social de aparência feminina. O machismo ainda está presente em vários lugares (e cabeças de pessoas) desconsiderando o lesbianismo, rotulando como “são só amiguinhas” ou “toda mulher experimenta as vezes né?”.

Lesbofobia

visibilidade lésbica

Além de não estar dentro do padrão social (que espera que todos sejam heterossexuais), as lésbicas são mulheres, ou seja, duas vezes descriminadas em uma sociedade em que ser homem e hétero é super valorizado. Estão sujeitas ao machismo, feminicídio (assassinato de mulheres), estupro e a variadas formas de violência, inclusive psicológicas, de forma que a mulher lésbica ocupa um lugar abaixo da mulher heterossexual dentro da sociedade. Caso ela seja negra e/ou da periferia, correm ainda mais riscos.

Vários atos de violência contra lésbicas estão ligadas à idéia de controle e dominação sobre os corpos das mulheres. Assim, quem acha justificável agredir mulheres lésbicas muitas vezes justificam com a ideia de que elas possuem um comportamento fora da norma imposta. Por isso é tão importante dar visibilidade a esses grupos e militar do sentido de receber mais respeito.

O chamado estupro corretivo atinge as mulheres lésbicas e é uma realidade no Brasil. Ele é cometido, segundo os agressores, seguindo a ideia de “cura” da homossexualidade. De acordo com estatísticas, 6% das vítimas de estupro, em 2012, eram mulheres homossexuais. Segundo a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) estes dados estão relacionados ao estupro corretivo.

Invisibilidade

Por meio da invibilidade são negados direitos. Um exemplo da falta de vibilidade lésbica é a falta de assistência à saúde. As políticas públicas de saúde são voltadas contra a concepção, ou seja, faltam exames, tratamentos, e ainda existem médicos mais conservadores que enxergam as lésbicas com maus olhos porque supõem que não querem ser mães (o que também não é sempre verdade), por isso, muitos deles fazem um atendimento superficial às mulheres que se declaram ser homossexuais. Também não são distribuídos em redes públicas de saúde preservativos específicos para as lésbicas, dedeiras, toalhinhas para sexo oral, e ainda são difíceis de encontrar. Além disso, não existem muitas pesquisas sobre a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres, que existem.

Também existem poucas ações no sentido de cuidar da saúde mental desse grupo, que diariamente enfrentam preconceitos por causa do seu gênero, sexismo e lesbofobia na família, no trabalho ou ambiente doméstico.

Resistência

A resistência começou no Brasil no início da década de 1980 e nos primeiros anos da década de 1990, as lésbicas realizaram vários esforços de afirmação identitária no interior de organizações mistas do movimento homossexual brasileiro, de organizações feministas e do movimento negro. Os grupos lésbicos atuais foram construídos por causa desse movimento de afirmação.

Atualmente existem formas de resistência principalmente formada por ONGs que visam dar mais visibilidades às demandas deste grupo. Alguns exemplos são a LBL (Liga Brasileira de Lésbicas), ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) e a ABL (Articulação Brasileira de Lésbicas). Elas compõem a fração de maior força social no movimento de lésbicas.

Maioria reconhece preconceito, mas não se consideram preconceituosos

Nesses gráficos é fácil perceber como os níveis de preconceitos com as mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais  e travestis ainda é alto, necessitando de ações de visibilidade para que a sociedade entenda e respeite. A melhor forma de melhorar a sociedade é educando-a.

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